Vitória libera funcionamento de feiras comunitárias e Programa Artes n

11/08/2020

ECONOMIA

Vitória libera funcionamento de feiras comunitárias e Programa Artes na Praça

By Luzimara Fernandes 10 De Agosto De 2020 No Comment
(Foto: Ascom PMV)
Feira de artesanato da Praça dos Namorados voltará a acontecer no próximo sábado (15)

A Prefeitura de Vitória publicou no Diário Oficial do Município (página 4) desta segunda-feira (10) o decreto que libera a realização das feiras comunitárias e do Programa Artes na Praça (feira da Praça dos Namorados).
O documento contempla um conjunto de normas de segurança sanitária e de distanciamento social enquanto perdurar a situação de emergência de saúde pública em razão da pandemia do novo coronavírus.
Entre as regras de funcionamento, estão o distanciamento de dois metros entre as barracas, uso obrigatório de máscaras entre expositores e clientes, disponibilização de álcool em gel 70%, além de instalação de barreiras de proteção do balcão e dos recipientes de alimentos, de modo a não deixá-los expostos.
O decreto estabelece, ainda, a proibição do consumo imediato no local e a comercialização de bebidas alcoólicas, com vistas a evitar a permanência e a aglomeração de pessoas nos locais.
Expositores com mais de 60 anos ou que se enquadrem nos grupos de risco de contágio do novo coronavírus, segundo orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), não poderão atuar.
O funcionamento das feiras seguirá cronograma previamente estabelecimento. Já a tradicional feira de artesanato e alimentos da Praça dos Namorados volta a funcionar no sábado (15), das 18 às 22 horas.

Feira de Artesanato Praça dos Namorados (Foto: André Sobral)

Regras

Segundo o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento, Turismo e Inovação de Vitória (CDTIV), Renzo Nagem, a retomada das feiras comunitárias em Vitória se tornou possível após Vitória ser classificada como risco médio de transmissão e seguirá todas as regras de segurança sanitária para evitar o contágio da covid-19.
“Expositores com mais de 60 anos e do grupo de risco, bem como pessoas com quadro de síndrome gripal, deverão continuar afastados, mas poderão indicar outras pessoas para substituí-los em sua função. Além disso, os expositores não poderão disponibilizar bancos, mesas, cadeiras e nem disponibilizar alimentos para degustação”, destaca.

Fonte: PMV

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Belugas são transportadas da China para santuário no oceano na Islândi

11/08/2020

MEIO AMBIENTE

Belugas são transportadas da China para santuário no oceano na Islândia

By Luzimara Fernandes 10 De Agosto De 2020 No Comment
A dupla, batizada de Little Grey e Little White, passou 30 horas viajando da China para a Islândia, onde nadaram no mar pela primeira vez desde 2011

Depois de quase uma década em cativeiro, duas baleias-belugas, batizadas de Little Grey e Little White, retornaram ao oceano. As duas fofuras chegaram ao Santuário Beluga, na baía de Klettsvik, na Islândia, no último sábado (8), após passarem 30 horas viajando da China para as águas geladas do local.
Ambas têm 12 anos e viviam em cativeiro desde 2011 no parque aquático Changfeng Ocean World, em Xangai, na China, onde foram mantidas em cativeiro e treinadas para apresentações. A dupla foi transportada graças ao projeto britânico Sea Life Trust, que busca melhorar a qualidade de vida de diversos animais marinhos ao redor do globo.
“Estamos absolutamente maravilhados em poder compartilhar a notícia de que Little Grey e Little White estão em segurança em seu santuário marinho”, afirmou Andy Bool, chefe do Sea Life Trust, em comunicado.

“[Elas] estão a apenas um passo de serem liberadas em sua casa em águas abertas”.

Com ajuda de biólogos, veterinários e até da comunidade local, a dupla está em uma área ainda restrita da baía de Klettsvik. Isso porque, para sua segurança, elas precisam se acostumar com o clima da região e se readaptar à vida em mar aberto antes de serem soltas no local, que é o primeiro santuário aberto para belugas.
“Após um extenso planejamento e vários ensaios, a primeira fase de seu retorno ao oceano foi tão tranquila quanto esperávamos e planejávamos”, contou Bool. “Estamos monitorando cuidadosamente Little Grey e Little White com nossa equipe especializada e veterinários e esperamos anunciar sua soltura final em breve”.

  • A baía de Klettsvik, na Islândia
  • A dupla quando ainda estava em cativeiro
  • As belugas passaram por uma adaptação anterior à viagem para a Islândia
  • A dupla quando ainda estava em cativeiro
  • A baía de Klettsvik, na Islândia
  • A dupla quando ainda estava em cativeiro
Revista Galileu

Uso de maconha na gravidez aumenta risco de autismo no bebê, diz estud

11/08/2020

SAÚDE

Uso de maconha na gravidez aumenta risco de autismo no bebê, diz estudo

By Luzimara Fernandes 10 De Agosto De 2020 No Comment
(Foto: Reprodução internet)
Pesquisa canadense aponta que a incidência de casos do transtorno é quase duas vezes maior em crianças cujas mães usaram a cannabis durante a gestação

Pesquisadores da Universidade de Ottawa, no Canadá, fazem um alerta: usar maconha durante a gravidez aumenta o risco de autismo no bebê. No artigo, publicado nesta segunda-feira (10) na revista científica Nature Medicine, os cientistas explicam que a incidência do transtorno foi de quatro entre mil pessoas por ano em comparação com 2,42 a cada mil entre crianças não expostas à cannabis.
“Apesar desse alerta, há evidências de que as pessoas estão usando cannabis durante a gravidez”, disse, em nota, Mark Walker, autor do estudo.

“Isso é preocupante, pois sabemos muito pouco sobre como a erva afeta as mulheres grávidas e seus bebês. Os futuros pais devem se informar sobre os possíveis riscos e esperamos que estudos como o nosso possam ajudar”.

Na primeira etapa da investigação, a equipe revisou os dados dos nascimentos na província de Ontário entre 2007 e 2012, antes da legalização da cannabis recreativa no Canadá. Dentre as 500 mil mulheres analisadas, aproximadamente três mil relataram uso de maconha durante a gravidez.
Em um trabalho anterior, a equipe já havia constatado que mulheres que fazem uso da cannabis na gestação muitas vezes também utilizam outras substâncias, incluindo tabaco, álcool e opioides.
No novo estudo os cientistas avaliaram especificamente 2.200 mulheres que relataram ter usado apenas cannabis durante a gravidez e nenhuma outra substância. Os cientistas perceberam que, mesmo assim, o risco de autismo era maior nos filhos delas. Os pesquisadores não sabem, porém, a quantidade de cannabis que as mulheres usaram, com que frequência, em que momento durante a gravidez ou como foi consumida.
Embora a pesquisa observe apenas uma associação (e não uma relação direta de causa e efeito), os especialistas alertam que as mulheres que usam maconha devem conversar com seus médicos sobre o hábito. “No passado, não tínhamos bons dados sobre o efeito da cannabis na gravidez”, disse Daniel Corsi, epidemiologista do Hospital de Ottawa e coautor do artigo. “Este é um dos maiores estudos sobre este tópico até hoje. Esperamos que nossas descobertas ajudem as mulheres e seus profissionais de saúde a tomarem decisões informadas”.

Fonte: Revista Galileu

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Pesquisadores descobrem detalhes sobre réptil de pescoço longo

11/08/2020

CIÊNCIA

Pesquisadores descobrem detalhes sobre réptil de pescoço longo

By Luzimara Fernandes 10 De Agosto De 2020 No Comment
(Foto: Divulgação/Dinopedia)
Tendo vivido há 242 milhões de anos, pesquisadores não sabiam muito sobre a vida do Tanystropheus mas agora têm importantes respostas

Após ter sido encontrado há mais de 150 anos na Alemanha, e depois em outras localidades, os fósseis de uma criatura nomeada como Tanystropheus chamaram muita atenção de pesquisadores por ter um pescoço absurdamente comprido. Agora, cientistas do Museu Nacional da Escócia afirmam ter descoberto os segredos da espécie.
De acordo com o Doutor Nick Fraser, autor da pesquisa, é o “fóssil mais notável de todos entre os répteis”. Isso se explica pelo fato de terem vivido há 242 milhões de anos, tendo sido registradas espécies com seis metros de comprimento, com um pequeno crânio, rabo, e um longo e rígido pescoço, quase três vezes maiores que o corpo.
Anteriormente, era pensado que o Tanystropheus vivia na Costa, mas sem ter certeza se passava maior parte em terra ou na água. Fraser, no entanto, oferece a resposta para a pergunta: “Nosso grupo acredita que o animal tenha sido aquático na maior parte do tempo”. A afirmação, afinal, faz sentido uma vez que um pescoço longo como aquele tornaria muito difícil a locomoção em terra.
Além disso, por meio de tomografias computadorizadas de alta resolução foi possível reconstruir o crânio do animal. Com isso, foi possível perceber que eles tinham narinas na parte de cima de seus focinhos, além de um arranjo de dentes entrelaçados — especialmente efetivos para capturar peixes.
Essas evidências mostram que o Tanystropheus era um predador aquático, embora espécies menores do próprio réptil também passassem algum tempo fora da água por conta da semelhança deles com crocodilos. Dessa maneira, também foi concluído que existiam mais de um tipo de Tanystropheus, um maior outro menor.

Fonte: Aventuras na História

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Edital para gestão e restauração do Cais do Hidroavião segue aberto

11/08/2020

GERAL

Edital para gestão e restauração do Cais do Hidroavião segue aberto

By Luzimara Fernandes 10 De Agosto De 2020 No Comment
Cais do Hidroavião (Carlos Antolini)
Iniciativa tem como objetivo promover a restauração e o resgate histórico do Cais do Hidroavião

Segue aberto até o dia 21 de agosto o edital de chamamento público para acordo de cooperação com Organização da Sociedade Civil Organizada (OSC) para gestão do imóvel do Cais do Hidroavião, em Santo Antônio. O prazo de vigência será de 10 anos, podendo ser prorrogado por igual período.
A iniciativa tem como objetivo promover a restauração e o resgate histórico do imóvel, a partir do fomento de projetos que proporcionem oportunidades de visibilidade da imagem cultural, turística e empreendedora de Vitória, além de contribuir para a estruturação de um espaço para visitação, com atividades que dialoguem com o entorno do Cais do Hidroavião.
Segundo o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento, Inovação e Turismo de Vitória (CDTIV), Renzo Nagem, algumas instituições já fizeram contato interessadas em participar do processo. “O edital do Cais do Hidroavião já foi baixado quase 20 vezes no portal da CDTIV, o que demonstra que há instituições interessadas na revitalização do espaço”.
Segundo o edital, o acordo deverá ser firmado com pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos com mais de um ano de existência legal e objetivos voltados à promoção de atividades e finalidades de relevância pública e social.
Nagem destaca ainda que, caso haja interessados, após avaliação e seleção da OSC, será assinado o contrato de parceria para que a vencedora possa ocupar e realizar as intervenções necessárias para ocupar o espaço.
“Caso não recebamos nenhuma proposta, o município poderá optar por publicar novo edital de chamamento ou, ainda, buscar a captação de recursos para que a reforma seja realizada pela própria administração”, explica.

Fonte: PMV

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Líbano lida com devastação feita por explosões no porto

05/08/2020

INTERNACIONAL

Líbano lida com devastação feita por explosões no porto

By Luzimara Fernandes 5 De Agosto De 2020 No Comment
Explosões provocaram um desastre
Desastre deixou pelo menos 100 mortes e mais de quatro mil feridos

Os habitantes de Beirute acordaram nesta quarta-feira (5) em luto e ainda abalados pelo cenário de devastação causado pelas explosões no porto da capital libanesa, que provocaram pelo menos 100 mortes e feriram milhares de pessoas. As autoridades continuam no local, descrito como “um cenário de guerra”, e admitem que o número de vítimas pode ser maior.
No início desta manhã, horas depois da explosão cuja potência se equiparou a um terramoto de magnitude 3.3, a fumaça ainda saía do porto da cidade. As principais ruas da parte baixa da capital acumulam destroços e veículos danificados, assim como fachadas de edifícios destruídas pelo impacto.

“É como um cenário de guerra. Estou sem palavras”, lamentou o presidente da Câmara de Beirute, Jamal Itani, à agência Reuters, depois de ter inspecionado hoje os estragos causados pelo desastre, estimando que correspondam a milhões de dólares. “Esta é uma catástrofe para Beirute e para o Líbano”.

De acordo com a Cruz Vermelha libanesa, pelo menos 100 pessoas morreram em consequência das explosões e mais de quatro mil ficaram feridas. O presidente da instituição alertou que esses números podem subir. “Ainda estamos verificando a área. Podem existir mais vítimas. Espero que não”, afirmou à imprensa George Kettani.
O grande número de feridos levou a uma superlotação dos hospitais de Beirute, informou a Cruz Vermelha, que atua em coordenação com o Ministério libanês da Saúde. O presidente do Líbano anunciou que o governo vai disponibilizar o equivalente a US$ 66 milhões em fundos de emergência.
Várias pessoas continuam desaparecidas. Ao longo da última noite, os locutores de rádio do país leram os nomes das pessoas que desapareceram e, na rede social Instagram, foi criada a página “Localizar vítimas de Beirute” para partilhar as fotografias dessas possíveis vítimas do desastre.

Explosão

Foi pouco depois das 18h dessa terça-feira (4) que uma enorme explosão — a segunda de duas — abalou a capital libanesa, acompanhada por outras menores. As causas ainda não foram confirmadas, mas o presidente Michel Aoun informou que durante os últimos seis anos estiveram armazenadas, sem condições de segurança, em um armazém do porto, 2.750 toneladas de nitrato de amônia, produto químico utilizado em fertilizantes e bombas.
“É inadmissível que um carregamento de nitrato de amônia, estimado em 2.750 toneladas, estivesse há seis anos num armazém, sem medidas de precaução. É inaceitável e não podemos calar-nos sobre essa questão”, disse o primeiro-ministro do Líbano, Hassan Diab, acrescentando que “os responsáveis vão pagar o preço”.
Em breve discurso transmitido hoje pela televisão, o chefe de governo libanês afirmou que o país vive “verdadeira catástrofe” e pediu a ajuda de todos os países e amigos do Líbano.

Crise econômica

A explosão em Beirute, sentida a 240 quilômetros de distância, ocorreu em um período sensível para o Líbano, que vive crescente crise econômica e divisões internas, enquanto lida com os danos provocados pela pandemia de covid-19.
Os últimos tempos têm sido marcados por manifestações nas ruas do país contra o modo como o governo lida com aquela que é considerada a pior crise económica desde a guerra civil de 1975-1990. Muitos culpam os políticos libaneses por se focarem nas próprias fortunas, enquanto falham na realização das necessárias reformas para a resolução dos problemas do país.
O Líbano, que tem uma dívida pública de US$ 90 bilhões, importa a maioria da sua comida, e o porto de Beirute, fundamental no armazenamento dessas importações, está agora destruído.

Fonte: Agência Brasil

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Bilionários se preparam para o fim da civilização

05/08/2020

INTERNACIONAL

Bilionários se preparam para o fim da civilização

By Luzimara Fernandes 5 De Agosto De 2020 No Comment
(Foto: The Vivos Group)
Crise do coronavírus disparou oferta e demanda de ‘bunkers’ projetados para enfrentar o apocalipse, com os endinheirados gurus do Vale do Silício como principais instigadores

— Alô?

— Até que enfim, senhor DeMarest. Escute-me bem. O senhor precisa estar no aeródromo de Saint-Rémy em 16 minutos.

— Como? O quê? E que horas são?

— 8h34. Estamos tentando entrar em contato com o senhor e sua esposa há três horas para evacuá-los.

No terceiro episódio da festejadíssima série francesa L’Effondrement (”O colapso”), um bilionário protagoniza uma corrida contra o relógio para pegar um avião exclusivo para fugir da falência da civilização tal como a conhecemos. O capítulo mostra o instinto de sobrevivência e a falta de escrúpulos desse membro do afortunado 1% da humanidade, uma reflexão que a ficção amplia no sétimo capítulo narrando a angustiante odisseia de uma mulher, ministra neste caso, tentando chegar a uma ilha onde pode encontrar refúgio. Apesar de ser uma série distópica, sua abordagem do comportamento das elites em um potencial colapso da civilização está longe da pura ficção científica. A crise do coronavírus, juntamente com a ameaça do terrorismo e da mudança climática, aumentou o medo das classes privilegiadas e cada vez mais pessoas apostam em estar preparadas para um possível apocalipse, disparando rapidamente a demanda por bunkers e refúgios. De Vale do Silício a Wall Street, passando por Marbella, é assim que os ricos estão se preparando para o fim do mundo.
“Isto é como um seguro de vida ou um seguro de carro, você espera nunca ter de usá-los, mas se tiver de fazê-lo, são muito valiosos”. Com estas palavras tenta racionalizar sua rede de refúgios subterrâneos Dance Vicino, diretor executivo da The Vivos Group, uma das empresas líderes do setor e que ele prefere qualificar de “projeto humanitário épico de sobrevivência”. Por e-mail, Vicino confirma ao El País o boom por desse tipo de serviço, aumentando as vendas em até 400% ao ano. Veículos de comunicação como o Los Angeles Times confirmam que as pesquisas e as vendas de refúgios nos Estados Unidos dispararam desde o início da crise sanitária: “Desinfetante para as mãos? Certamente. Máscaras? Está bem. Mas, à medida que o coronavírus se propaga, os ricos estão investindo de uma maneira muito mais extrema para evitar a doença: bunkers”.
Chamada de survivalismo, esta corrente deixou para trás os arquétipos de fanáticos religiosos ou eremitas excêntricos para se deslocar para os escritórios mais poderosos do Vale do Silício ou de Wall Street. CEOs de empresas de tecnologia e investidores decidiram se preparar ativamente para uma hecatombe do sistema, talvez alentados pelas recentes imagens de brigas em supermercados por rolos de papel higiênico antes da quarentena. O cofundador do LinkedIn, Reid Hoffman, disse à The New Yorker que estima que 50% dos bilionários de Vale do Silício já tenham um bunker ou esconderijo preparado ao redor do mundo para o caso de o apocalipse acontecer e afirmou que “comprar uma casa na Nova Zelândia é algo como ‘piscar os olhos’, não é preciso dizer mais nada”.
Vicino confirma que o público interessado na Vivos tem cada vez mais capacidade econômica e nos últimos meses avaliou a construção de um resort com apartamentos subterrâneos de luxo em Marbella. Esse complexo será composto por residências de cerca de 200 metros quadrados e terá um sistema de filtragem de ar, piscina, academia e até um cinema para assistir Mad Max ou Filhos da esperança enquanto o mundo cai em pedaços. Atualmente têm centenas de refúgios em lugares como a Alemanha ou Dakota do Sul, Estado em que construíram uma comunidade do tamanho de Manhattan. “Muitos Governos do mundo têm enormes bunkers militarizados para seus oficiais e suas elites, mas não para o resto de nós. Eles não têm nenhum plano para salvá-lo se a extinção começar. A Vivos tem!”, clama. O preço de cada unidade, sem equipar nem mobiliar, ronda os 30 mil euros (cerca de 184 mil reais), mais outros mil por ano a título de aluguel.

Imagem do episódio ‘O aeródromo’ da série ‘O colapso’ (Foto: Filmin/The Vivos Group)

O influente investidor em tecnologia e o cofundador do PayPal, Peter Thiel, é um dos principais instigadores dessa corrente profilática nascida no Vale do Silício. O alemão, que apoiou publicamente Donald Trump e que destruiu um veículo de comunicação (o site Gawker) como vingança por um artigo que afirmava que era homossexual, comprou um terreno de 200 hectares para seu refúgio apocalíptico na Nova Zelândia, país que considera “uma utopia”. “O que que se alinha melhor ou com a minha visão do futuro”, disse. Thiel conseguiu a cidadania neozelandesa em apenas duas semanas e muitos outros tentaram seguir seus passos. Nos dois dias seguintes à eleição presidencial de 2016 que deu a vitória ao imprevisível Donald Trump, as pesquisas dos norte-americanos sobre como conseguir a nacionalidade kiwi aumentaram 14% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Mais de 13 mil solicitações foram registradas.
Embora donos de uma riqueza tão imensa que qualquer investimento — por mais louco que possa parecer — seja insignificante na demonstração de resultados, talvez os motivos por trás dessa crescente paranoia não respondam unicamente a uma questão meramente preventiva ou recreativa. John W. Hoopes, professor de Antropologia da Universidade do Kansas, diz no The New York Times que o sucesso da corrente responde à “fantasia hipermasculina” de que apenas alguns poucos escolhidos e suas famílias se salvarão do perigo iminente. “O medo vende melhor que o sexo. Se você pode fazer com que as pessoas tenham medo, pode vendê-las todo tipo de coisa e isso inclui os bunkers”, conclui. Vicino parece estar inscrito nessa estratégia de marketing. “As pessoas sentem que o inferno está chegando, da Coreia do Norte e do Oriente Médio até uma potencial Terceira Guerra Mundial com a Rússia e a China”, afirma, adiantando também futuras “pragas, asteroides ou o colapso econômico total”.

(Foto: The Vivos Group)

A bíblia do radicalismo libertário, que o próprio Thiel qualificou como o livro que mais o influenciou em sua carreira, chama-se O indivíduo soberano: Como sobreviver e prosperar durante o colapso do Estado de Bem-Estar. Publicada em 1997 e escrito por James Dale Davidson e William Rees-Mogg, a obra já aponta a Nova Zelândia como refúgio perfeito para observar o fim da civilização como a conhecemos. Segundo os autores, a internet e a consolidação das criptomoedas porão fim, neste milênio, nos “criminosos Estados-nação” e uma “elite cognitiva” se elevará acima da “fraude democrática”. Sem governos nem impostos, é claro. Em declarações à Vanity Fair, um amigo próximo do guru reconhece o desejo deste de “comprar seu próprio país” e afirma ter oferecido até cem bilhões de dólares para torná-lo realidade. Sam Altman, outro bilionário do Vale do Silício, confirmou que ele e Thiel “tinham preparado um plano para fugir ao país” em caso de um colapso mundial.

Interior de um bunker (Foto: The Vivos Group)

E por que criar a nova humanidade na terráquea Nova Zelândia podendo fazê-lo a partir do planeta vermelho? Precisamente, um dos sócios-fundadores do PayPal ao lado de Thiel se erigiu como outro dos super-ricos mais obcecados em estar pronto diante do juízo final. Elon Musk, CEO da Tesla, não apenas vaticinou em várias ocasiões o fim do mundo, como pode se vangloriar de ter criado todo um império empresarial para tentar buscar uma saída ao possível apocalipse. “É inegável que desde a mudança climática (com a ênfase de Tesla em reduzir o uso de combustíveis fósseis) até a maligna inteligência artificial (com a Neuralink) e a ameaça de uma guerra global que desencadeie o caos (o plano de fuga para Marte da Space X), Musk está preparando uma parte da humanidade para o cataclismo vindouro e tentando evitá-lo”, disse o jornalista Jonathan Sieber depois de assistir a uma conferência do guru da tecnologia no festival South by Southwest em 2018. O fundador do Facebook, Mark Zuckeberg, tampouco foge desse utópico investimento financeiro e já em 2016 vários meios de comunicação publicaram que tinha construído um bunker perto de sua mansão em Palo Alto, Califórnia.

Piscina comunitária da rede de ‘bunkers’ da Vivos (Foto: The Vivos Group)

Segundo o site Finder, até 20% dos norte-americanos fizeram alguma forma de provisão pensando no fim do mundo. Vicino nega que a maioria de seus clientes pertença à elite. “São pessoas bem-educadas e informadas, de classe baixa, média ou alta, que têm a responsabilidade de proteger suas famílias durante estes tempos potencialmente catastróficos”, deixando claro que seu objetivo é oferecer esconderijos acessíveis a todos. O tempo de construção desses majestosos planos B pode variar de três a doze meses, dependendo da localização e do tamanho, e contam com pelo menos um ano de autonomia energética sem precisar sair à superfície. Esperemos que jamais se tornem o plano A.

Dezenas de refúgios compõem a sede da Vivos XPoint em Dakota do Sul (Foto: The Vivos Group)

Fonte: El País Brasil

Golfinhos jovens escolhem seus amigos com sabedoria

31/07/2020

CIÊNCIA

Golfinhos jovens escolhem seus amigos com sabedoria

By Luzimara Fernandes 30 De Julho De 2020 No Comment
Grupo de golfinhos
Golfinhos machos e fêmeas selecionam parceiros de infância que os ajudam a atingir o sucesso quando adultos

O networking estratégico é a chave para o sucesso na carreira, e não apenas para os seres humanos. Um novo estudo de golfinhos selvagens mostra que, no início da vida, esses cetáceos dedicam mais tempo à construção de conexões que poderiam lhes dar uma vantagem mais tarde.
Pesquisadores da Universidade de Georgetown e da Universidade Duke (EUA) relatam que os golfinhos com menos de 10 anos procuram companheiros e atividades que possam ajudá-los a criar laços e a desenvolver as habilidades necessárias na vida adulta. Os resultados do estudo foram publicados na revista “Behavioral Ecology”.
A equipe analisou quase 30 anos de registros de mais de 1.700 golfinhos selvagens em Shark Bay, na Austrália Ocidental. Desde os anos 1980, os pesquisadores vão a essa baía a fim de observar aspectos como sexo, idade e comportamento de todo golfinho encontrado. Para o estudo atual, a equipe se concentrou nos dados coletados de jovens, do desmame aos 10 anos de idade. Os pesquisadores analisaram com quem os animais estavam e como passavam o tempo quando não havia adultos por perto.
Com cerca de três ou quatro anos de idade, os golfinhos deixam a proteção de suas mães para se aventurar por conta própria, vivendo em grupos em constante mudança que se reúnem, se separam e se reencontram em diferentes combinações. O estudo revelou que, embora os golfinhos jovens saltem de grupo em grupo a cada dez minutos ao longo do dia, eles tendem a passar mais tempo com alguns amigos íntimos.
Esses companheiros não são apenas amigos porque compartilham as mesmas áreas de água e se chocam com mais frequência, mostra a pesquisa. “Essas relações refletem verdadeiras preferências”, disse Allison Galezo, aluna de doutorado em biologia na Universidade Duke e primeira autora do artigo.
Os machos preferem sair com outros machos; as fêmeas, com outras fêmeas. Mas os pesquisadores observaram que machos e fêmeas tendem a interagir de maneiras diferentes. Os machos eram mais propensos do que as fêmeas a passar seu tempo juntos descansando ou envolvidos em contato físico amigável: esfregando nadadeiras, nadando juntos e espelhando os movimentos um do outro. Já as fêmeas se socializavam com menos frequência; em vez disso, passavam o dobro do tempo do que as contrapartes masculinas em busca de peixes.
Essas diferenças sugerem que a vida social dos golfinhos jovens pode ser moldada pelas demandas futuras da vida adulta, disse Galezo.
Para machos adultos, ter outros machos em sua área é a chave para ter a chance de transmitir seus genes. Em Shark Bay, grupos de dois a três golfinhos machos costumam unir forças para assediar fêmeas férteis sozinhas e coagi-las a acasalar. Quando crescerem, os machos precisarão ter conhecimentos sociais suficientes para construir e manter fortes alianças. Caso contrário, perderão a chance de conseguir uma fêmea.
Ser uma fêmea adulta de sucesso, por outro lado, significa cuidar de crias que não são desmamadas até os três anos de idade. As mães que amamentam precisam de mais calorias e, portanto, as fêmeas jovens podem dedicar mais tempo buscando alimento, aprimorando habilidades que serão necessárias mais tarde, antes que as realidades da maternidade se imponham.
“A juventude pode ser uma oportunidade para desenvolver habilidades sociais que serão importantes na idade adulta, sem os riscos elevados que acompanham a maturidade sexual”, disse Galezo.

Fonte: Revista Planeta

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Seus dados no Google

31/07/2020

TECNOLOGIA

Seus dados no Google

By Luiz Fernando Padilha 30 De Julho De 2020 No Comment
(Imagem: Reprodução internet)
Como a empresa lucra com as suas pesquisas na internet

No final de agosto de 2010, Andrew Willis, jornalista americano, escreveu em fórum da internet: “Se você não está pagando [pelo serviço], você não é o cliente; você é o produto”. A frase se tornou memorável e continua sendo tema de muitos debates nas mais diversas faculdades depois de quase dez anos.
A frase começa a fazer mais sentido ao pensarmos na forma como o Google ganha dinheiro, visto que seus produtos mais utilizados são gratuitos: a ferramenta de buscas Google Search, o YouTube — serviço de compartilhamento de vídeos — o sistema operacional Android, o serviço de e-mail Gmail, os mapas oferecidos pelo Google Maps e Waze (empresa adquirida pelo Google em 2013) e o navegador Google Chrome. A escala de usuários parece absurda: cada um destes serviços tem mais de um bilhão de usuários. Uma em cada sete pessoas no mundo utiliza pelo menos um dos serviços supracitados. No caso do Android, o dado mais recente aponta para pelo menos 2,5 bilhões de dispositivos ativos todo mês.
Grande parte da receita da empresa é proveniente de anúncios. Apenas em 2019, a gigante faturou 162 bilhões de dólares através do seu serviço proprietário de publicidade, o Google Ads. O balanço da companhia também aponta como “outras receitas” valores advindos de vendas na Google Play Store (loja da empresa no sistema Android), vendas do aparelho Chromecast (tocador de mídia digital), consumo da Google Cloud Platform (plataforma de computação em nuvem) entre outros serviços. A empresa tem, porém, uma visão mais ambiciosa do que ser a líder mundial em respostas para pesquisas, mapas e sistemas operacionais portáteis.
Para que seus serviços funcionem de forma adequada, a gigante utiliza diferentes técnicas de inteligência artificial e aprendizado de máquina profundo. Os nomes parecem assustar, mas são facilmente ilustrados. Imagine que você decide efetuar uma busca por palavras como “casa” e “amarela”. Os algoritmos do Google entram em ação para tentar lhe entregar as respostas mais relevantes. Uma série de fotos é mostrada como resposta e, ao clicar em uma destas imagens que representa uma casa amarela, você confirma para o Google que, de fato, as palavras “casa” e “amarela” remetem àquele padrão de imagem. Parece simples, mas é desta forma que os algoritmos do Google aprendem e confirmam que estão certos: através das respostas dos próprios usuários. Se levarmos em conta que, ao redor do mundo, 3,5 bilhões de buscas são realizadas por dia, a empresa passa a ter um poder de aprendizagem monumental.
Eis que, em determinado momento, é inaugurado um restaurante de nome “Casa Amarela” na sua cidade. Centenas de pessoas começam a pesquisar pelo estabelecimento e clicar nos links de redes sociais e imagens do local. Os algoritmos passam então a reconhecer que, naquela cidade, o termo “casa amarela” se refere a um estabelecimento, trazendo como resultado mais relevante da pesquisa o endereço do restaurante, horários de funcionamento, e quaisquer outras informações que o buscador for capaz de encontrar.
Além da expressão pesquisada e localização do usuário, o buscador coleta diversas outras informações, como a versão do seu sistema operacional, o dispositivo a partir do qual você realizou a busca, e uma série de outros parâmetros que a companhia não divulga abertamente.
É importante entendermos como as empresas coletam e utilizam nossos dados, pois como enunciado no início do texto, existe uma perspectiva de que possamos ser produtos auxiliando a melhoria de serviços. Uma simples busca pode coletar inúmeros dados pessoais, mesmo que estes dados sejam tratados de forma anônima. De que outras formas poderíamos estar auxiliando grandes empresas de tecnologia sem sabermos? Este é o assunto que abordaremos na próxima edição.

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